domingo, 15 de junho de 2008

porque santo de casa não faz milagre...

Às vezes penso como o nosso crescimento pode estar sendo muito prejudicado por causa do julgamento em relação às pessoas.
Sempre dizemos que falta um herói, um novo líder, alguém para se espelhar. E esse é o problema. A situação é preocupante, pois, muitas vezes, as pessoas que podem solucionar os nossos problemas pessoais ou de nossas empresas estão bem ao nosso lado. Mas como não as vemos como heróis ou santos e, sim, como pessoas simples e comuns, nunca acreditamos que elas poderiam nos ensinar.
Aprender com as situações e, principalmente, com as pessoas que nos cercam, independentemente do que elas representam para nós, teria que ser a melhor solução.
A vida não é um eterno aprendizado e, sim, um eterno ensinamento. Nós é que temos que decidir se queremos ou não aprender com ela. Para esta situação de "santo de casa não faz milagre", o problema pode estar em nós e não no santo. Este conceito de não valorizar os de casa sempre esteve presente em várias áreas da nossa vida. Seja na família, na área social ou no ambiente profissional e, às vezes, usamos esta "máxima" para justificar a "suposta" incapacidade de alguém que já conhecemos e que é de nosso convívio ou comunidade, de não conseguir produzir os mesmos efeitos ou resultados como alguém, de fora de nosso meio poderia conseguir. Isso é, não necessariamente, uma verdade, mas está muito mais para preconceito ou guerra de vaidades.
Todos já vivenciamos algo como um colega ou colaborador interno é trocado por um consultor externo na hora de desenvolver um importante projeto da empresa (pagando caríssimo), apesar de ele ser plenamente capaz; ou quando o gerente de vendas contrata um palestrante externo para dizer a mesma coisa que ele já vem repetindo há séculos, mas que os vendedores insistem em não aceitar e praticar.
É interessante pensar por que de os vendedores não aceitarem as idéias, sugestões ou críticas do seu gerente, se elas (as idéias) estão absolutamente certas? Na verdade, o problema não está na incapacidade do profeta ou do santo, no caso do gerente, mas sim na incredulidade de quem o ouve. É simples: as palavras do gerente ou as idéias do colaborador interno, mesmo que corretas, não surtem efeito pelo simples fato das pessoas que as ouvem não quererem validá-las, não quererem acreditar nelas.
A decisão de aprender é de quem quer aprender.
Vamos por a mão na consciência.....

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