
Fonte:Lucia Hippolito
Nascido em Diamantina, MG, estudou no seminário diocesano e formou-se médico em 1927, pela Faculdade de Medicina de Belo Horizonte. Nomeado capitão-médico da Polícia Militar de Minas Gerais, serviu nas tropas mineiras que combatiam a Revolução de 1932. Iniciou a carreira política em 1934, nomeado chefe da Casa Civil do interventor federal em Minas Gerais, Benedito Valadares.
Eleito deputado federal pelo Partido Progressista de Minas Gerais (PP) em 1934, exerceu o mandato até o fechamento do Congresso Nacional em 10 de novembro de 1937, com o golpe do Estado Novo. Convidado por Valadares, assumiu a prefeitura de Belo Horizonte em 1940, permanecendo no cargo até 1945. Durante sua gestão, remodelou a cidade: abriu grandes avenidas e construiu o conjunto arquitetônico de Pampulha, projetado por Oscar Niemeyer.
Participou ativamente dos trabalhos de criação do Partido Social Democrático (PSD), partido que o elegeu deputado federal constituinte. Promulgada a nova Carta em setembro de 1946, a Constituinte foi transformada em Congresso ordinário, e Juscelino continuou como deputado.
Em 31 de janeiro de 1951, tomou posse como governador eleito de Minas Gerais. Sua administração tinha o lema Energia e Transporte. Construiu cinco usinas hidrelétricas e mais de três mil km de rodovias, o que lhe deu projeção nacional.
O PSD lançou sua candidatura à presidência da Republica em fevereiro de 1955 e dois meses depois, João Goulart, líder do PTB, é escolhido candidato a vice-presidente. Em outubro, Juscelino eleito presidente pela aliança PSD/PTB, com 33,8% dos votos, o menor percentual de toda a histria da República.
Logo após a divulgação dos resultados, a União Democrática Nacional (UDN), derrotada nas urnas, e seus aliados deram início a uma batalha judiciária com o objetivo de anular as eleições e impedir a proclamação dos eleitos. A posse de Juscelino só foi garantida com um levante militar liderado pelo ministro da Guerra, general Henrique Teixeira Lott, que em 11 de novembro de 1955 depôs o então presidente interino da República Carlos Luz, que teria tentado impedir a posse do presidente eleito.
Juscelino tomou posse em 31 de janeiro de 1956. No dia seguinte, em sua primeira reunião do ministério, Juscelino lançou seu plano de governo – o Programa de Metas, que tinha o célebre lema Cinquenta anos em cinco, e instituiu o Conselho de Desenvolvimento. O plano tinha 31 metas distribuídas em seis grandes grupos: energia, transportes, alimentação, indústria de base, educação e — a meta principal — a transferência da capital para Brasília (ocorrida em 12 de abril de 1960). Tinha por objetivo promover o desenvolvimento, acelerando o processo de industrialização.
Durante seu governo foram implantadas a indústria automobilística e a indústria naval, a indústria pesada expandiu-se, foram construídas usinas siderúrgicas e hidrelétricas, como Furnas e Três Marias, rodovias transregionais e aumentada a produção de petróleo da Petrobrás. Em 15 de dezembro de 1959, JK criou a Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), para integrar a região ao mercado nacional.
Em 31 de janeiro de 1961, Kubitschek transmitiu o poder ao presidente eleito Jânio Quadros. Elegeu-se senador por Goiás na legenda do PSD em junho de 1961.
Após o golpe militar de 1964, Juscelino teve seu mandato cassado e suspensos seus direitos políticos por dez anos. Exilou-se na Europa e, em setembro de 1966, participou da constituição da Frente Ampla, movimento político pela redemocratização, que reunia Lacerda, JK e Goulart. Em maio 1967 retornou definitivamente ao Brasil, passando a morar no Rio de Janeiro. A Frente Ampla foi extinta em 5 de abril de 1968, com isso Juscelino abandonou definitivamente o cenário político, dedicando-se à área empresarial. Em 22 de agosto de 1976 faleceu, vítima de desastre sofrido na via Dutra.
Sua campanha à presidência serve até hoje de modelo a candidatos. Sua postura democrática, suas habilidades políticas, seu estilo de governo, seu Programa de Metas, suas realizações, tudo isto fez de Juscelino Kubitschek o maior de todos os presidentes brasileiros.
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