sábado, 28 de fevereiro de 2009

relembrando Jânio Quadros


O panorama político brasileiro começou a se abalar já em 1961, com a eleição de Jânio Quadros, um político um tanto peculiar. Quadros adotou uma postura ambígua e contraditória. No plano interno, confirmava a disposição de combater o comunismo e a manutenção da economia de mercado, aberta à investimentos estrangeiros. No plano externo, entretanto, flertou perigosamente com ideologias socialistas, chegando, até, a condecorar Che Guevara, líder da revolução cubana, com a mais importante comenda brasileira, a Ordem Cruzeiro do Sul. Essa atitude desagradava os setores mais a direita, que viam em Jânio Quadros uma ameaça comunista em potencial. A esquerda, por sua vez, não estava satisfeita com as atitudes do presidente, que tinha como plano a política de austeridade, baseada, principalmente, no congelamento de salários, restrição ao crédito e combate à especulação, o que desagradava a todos. Dessa maneira, Jânio Quadros conseguiu a proeza de se indispor com toda a classe política influente, restando-lhe pouco ou nenhum apoio político, o que culminou na sua renúncia. Assume então, seu vice, João Goulart, conhecido como Jango.
Fonte:Kiva Microfinance

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