
Em 1969 Henfil passou a colaborar no Pasquim, tablóide onde nomes como Jaguar, Tarso de Castro, Ziraldo, Millôr, Paulo Francis, Chico Buarque, Ruy Guerra, Ferreira Gullar, Fernando Veríssimo e tantos outros colaboraram. Na época, os atos institucionais, a nova Lei de Imprensa e a Lei de Segurança Nacional contribuíam para aumentar a censura e a repressão. A proposta do Pasquim era criticar esse cenário, um grupo de jornalistas e profissionais da mídia que se reuniu para falar mal do governo, em pleno AI-5. Nos seus anos de funcionamento, o Pasquim reuniu a nata dos intelectuais e boêmios cariocas. Era fortemente censurado, principalmente as tiras de Henfil, que havia chamado a atenção do governo.
Foi no Pasquim que Henfil tornou-se conhecido em todo o país. Na mesma época, torna-se colaborador do Jornal do Brasil, onde ficam famosos seus personagens da caatinga, Graúna, Bode Orelana e Zeferino. Em 1971 lança o Almanaque dos Fradinhos, publicação mensal pela editora Codecri, criada juntamente com Millôr Fernandes, Ziraldo e Sérgio Porto. Seus personagens então atingiram um nível de popularidade jamais experimentado no Brasil.
Fonte:História em projetos
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