domingo, 1 de março de 2009

relembrando Itamar Franco

Fonte:Isto É
Itamar levanta o topete
Governador mineiro decreta moratória de 90 dias, causa rebuliço no mercado financeiro,
se firma como líder da oposição e provoca a ira do Planalto.
O presidente Fernando Henrique Cardoso sabia que acabaria tendo um acerto de contas com o governador de Minas Gerais, Itamar Franco, em seu segundo mandato no Palácio do Planalto. Montou até uma estratégia para adiar esse confronto. Escalou os ministros dos Transportes,
Eliseu Padilha, e da Justiça, Renan Calheiros, para fazer o meio de campo com Itamar e evitar que os arroubos do ex-presidente entornassem o caldo. Não deu certo. No mesmo dia em que tomou posse como governador, Itamar estava irritado com dois fatos.
Teve que comprar com dinheiro do próprio bolso lençóis e fronhas para poder se mudar para a residência oficial no Palácio das Mangabeiras.
Mais grave: confirmou que os cofres do governo mineiro estavam vazios, sem dinheiro suficiente para pagar os salários dos funcionários e despesas como a comida dos presidiários. Na quarta-feira 6, cinco dias depois de ameaçar suspender o pagamento da dívida de Minas com o governo federal, Itamar fez uma declaração de guerra. Numa nota de 14 linhas, redigida de próprio punho, formalizou uma moratória de 90 dias que pegou a equipe econômica no contrapé. "Por falta absoluta de dinheiro, deixaremos de cumprir o acordo financeiro feito com o governo anterior."
Além de ter feito despencar os índices das Bolsas de Valores no Brasil e as cotações dos títulos da dívida externa brasileira, a decisão de Itamar pode provocar uma crise federativa e agravar ainda mais a delicadíssima situação econômica que está acuando Fernando Henrique contra a parede.

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