domingo, 3 de maio de 2009

A farsa da moralização

leitor do Estadão
A impressão que se tem, da reação dos legisladores federais ante a avalanche de "descobertas" do uso de recursos públicos que muitos têm feito em benefício privado, é a de que só querem que o desagradável assunto saia rápido da mídia. Mas nisso suas excelências estão sendo - e, provavelmente, continuarão a ser - contrariadas, pois o volume e a variedade de seus malfeitos
parecem inesgotáveis e, por falta de providências efetivamente saneadoras, o terreno em que pisam é cada vez mais pegajoso. Ao terem evitado que as Casas deliberassem, em plenário, sobre determinadas medidas pretensamente moralizadoras, suas Mesas Diretoras fizeram a correta avaliação da desmoralizante derrota que poderiam sofrer. Assim, assumiram sozinhas a responsabilidade por qualquer mudança eticamente positiva. Mas isso significa que não houve, da parte majoritária do Legislativo, algum sinal concreto de mudança na mentalidade patrimonialista que tem demonstrado à exacerbação. Eis por que, para a opinião pública, no Congresso se representa a farsa da moralização.

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