segunda-feira, 29 de junho de 2009

Michael Jackson - Uma Crônica sobre sua morte


Ao contrario da maioria dos mitos criados pela indústria de entretenimento americano, Michael Jackson sobreviveu muito além de qualquer limite humano, pois a mesma máquina que alavanca celebridades as alturas, também as esmagam como um rolo compressor impiedoso.
Muitos podem contestar sua genialidade como o maior artista pop de todos os tempos, suas vendagens são inigualáveis em uma época de disco em vinil e preços nada popular, foi o artista que elevou o videoclipe ao estatus de obra de arte, e criou com maestria grandes clipes como em Thriller de 1982.
Sua vida foi dessecada e decapitada como um cadáver sofrendo autópsia rodeado por alunos de olhares aguçadas e incrédulos em uma aula de medicina, foi rei, réu, culpado e inocente, chegou ao topo do estrelato e sentiu em seus pulmões o ar rarefeito por busca altitudes próximas ao Everest. Na falta de ar, p pensamente é modificado, a cognição alterada, tudo sufoca….tudo sufoca….a loucura é um remédio!
E o sobrevivente que foi esmagado pelo rolo compressor sucumbiu, longe dos seus fãs que décadas atrás eloqüentes gritavam seu nome, o motor que bombeava em seu peito idéias, sonhos, angustias e muita loucura, deixa de bombear e prostrado ao chão em decúbito dorsal, é esmagado pela solidão e termina a historia do menino, que tornou-se rei, mudou de cor, inverteu e subverteu a ordem do planeta chamado música!

autor: Davi Sant´anna
Blog Cultura de Bolso

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