Lúcia Hippólito
Coronelismo, nepotismo, clientelismo, fisiologismo, privatização de espaços e recursos públicos. Vaidade, vaidade, vaidade. Nada disso é desconhecido pelo senador Sarney.
Todas essas práticas são antigas a arraigadas em sua biografia. Biografia que o senador tanto preza.
Por que, então, começou-se a cobrar dele, como se fosse ele, Sarney, o único a exercer essas práticas? Ou que se ele as tivesse começado a praticar ontem.
O fato é que, talvez, Sarney, como os dinossauros, não tenha realmente percebido que os tempos mudaram.
Depois de passar mais da metade da vida como o enfant gâté da ditadura, Sarney dedicou-se, nos últimos 20 anos, a polir seu verbete nas enciclopédias da História do Brasil.
Nenhum comentário:
Postar um comentário