
Revista Época
Marcela Buscato
A pesquisadora afirma que as previsões mais severas para o aquecimento global se confirmam
A oceanógrafa americana Katherine Richardson, de 54 anos, estuda há 30 como as minúsculas plantas que vivem nos oceanos, o fitoplâncton, são importantes para retirar gás carbônico da atmosfera. Com a escalada do aquecimento global, seus estudos se tornaram um meio de avaliar o avanço das mudanças climáticas – graças ao fitoplâncton, o mar é o maior sorvedouro de carbono do planeta. Em março, Katherine usou sua influência entre os pesquisadores da área climática para organizar uma conferência em Copenhague, na Dinamarca. O conhecimento científico acumulado ali será divulgado como um documento de alerta, em junho, para pressionar as autoridades mundiais. “Nós, os cientistas, estamos testemunhando impactos que não esperávamos”, diz Katherine.
ÉPOCA – Os políticos não estão demorando muito para tomar essas decisões?
Katherine – Em dezembro do ano passado, durante a última conferência política organizada pelas Nações Unidas, na Polônia, nenhum político questionou se algo deveria ser feito. Eles falaram sobre quem deveria tomar as medidas. É como quando peço para meus filhos levarem o lixo para fora. Cada um tem uma desculpa: “Eu tirei o lixo da última vez” ou“Eu tenho dever de casa”. Mas eles sabem que isso precisa ser feito e, no fim, algum deles sempre tira o lixo.
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